Especialistas do setor são unânimes: a maior parte das falhas em sistemas hidráulicos está ligada à contaminação do fluido. No cerrado mato-grossense, com poeira fina na seca e muita umidade nas chuvas, o risco é ainda maior.
Os três contaminantes
Partículas sólidas
Poeira, limalha metálica e fragmentos de vedação. Mesmo partículas invisíveis a olho nu desgastam as folgas internas de bombas e válvulas, que são medidas em mícrons.
Água
Entra por condensação, lavagem da máquina ou respiro danificado. Causa corrosão, reduz a lubrificação e degrada o óleo. Óleo com aspecto leitoso é o sinal clássico.
Ar
Entra por vazamentos na sucção ou nível baixo no reservatório. Gera espuma, ruído, cavitação e aquecimento.
Por onde a sujeira entra
- Engates rápidos sujos na hora de acoplar implementos;
- Completar óleo com galão aberto ou funil sujo;
- Respiro do reservatório sem filtro;
- Retentores de haste desgastados, que "puxam" a sujeira para dentro;
- Mangueiras montadas sem limpeza interna.
Sinais de óleo contaminado
- Óleo escuro, leitoso ou com espuma;
- Filtros saturando antes do prazo;
- Válvulas travando e movimentos irregulares;
- Aquecimento e ruído na bomba.
Boas práticas de prevenção
- Limpe e tampe engates rápidos sempre;
- Use recipientes limpos e exclusivos para óleo hidráulico;
- Troque filtros conforme o fabricante ou o indicador de saturação;
- Mantenha o respiro do reservatório em ordem;
- Exija mangueiras limpas e tampadas após a montagem (padrão na Prensso Forte).



